LINGUAGEM DA MÚSICA
Louvre
Desde a Antiguidade, as práticas de culto têm sido acompanhadas pela música. Nessa pintura está representado um músico egípcio que, com a harpa, celebra Ra-Harakhti, a divindade do Sol.


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LINGUAGEM DA MÚSICA



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PRIMAVERA

Nome das Composições

As obras musicais têm vários nomes oficiais e não oficiais. O nome oficial pode indicar a forma da obra e identificar a sua tonalidade, como em Sinfonia nº9 em Ré Menor; esse nome inclui frequentemente um número de opus (obra) que corresponde à ordem de colocação da música na obra do autor, que poderá ter escrito ou publicado outras obras entre sua 8ª e 9ª sinfonia. Por exemplo: a Sinfonia nº8 em Fá Maior de Beethoven, é opus 93 e a sua 9ª Sinfonia em Ré Menor é opus 125. Os números de opus indicam a ordem de publicação, e não a de composição. As músicas de Mozart são identificadas pelo índice Köchel, como K 550, que corresponde à sua colocação no catálogo publicado pelo musicólogo Ludwig von Köchel, em 1862.

 

VERÃO

Notação

É o conjunto de sinais convencionados para representar os sons musicais. As partituras são escritas e publicadas de acordo com essa linguagem própria da música. As notas são sinais gráficos que representam os sons musicais, são símbolos escritos em preto e branco na pauta (conjunto de cinco linhas horizontais).
A colocação das notas na pauta é que determina:

1 a altura dos sons;
2 sua colocação numa sequência de sons;
3 sua duração;
4 indicações do compositor sobre maneira como sua obra deverá ser executada.

A clave, sinal colocado no extremo esquerdo da pauta, determina a posição das notas sobre esta pauta.Existem três claves: sol, fá e dó.

 

OUTONO

Partituras

Contêm as músicas escritas para vários instrumentos e vozes.
Numa partitura orquestral, a música das madeiras aprece em cima, logo abaixo estão as partes dos instrumentos de percussão e dos metais, segue-se a música dos solistas, tanto vocais como instrumentais e depois os coros, se houver.
A música das cordas aparece na parte de baixo da partitura. Cada intérprete possui apenas uma partitura que contêm só a parte que vai tocar ou cantar e segue sempre as instruções do regente; este sim, tem uma partitura completa com a parte de todos os instrumentos, solistas e coros.

INVERNO

Breve História da Música

 

Antiguidade

Muitas obras de arte da Antiguidade mostram músicos e seus instrumentos, entretanto não existem conhecimentos sobre como os antigos faziam seus instrumentos. Apenas umas poucas peças completas de música da Antiguidade ainda existem, quase todas do povo grego.

Egipto - Por volta de 4.000 a.C., as pessoas batiam discos e paus uns contra os outros, utilizavam bastões de metal e cantavam. Posteriormente, nos grandes templos dos deuses, os sacerdotes treinavam coros para cantos de música ritual. Os músicos da corte cantavam e tocavam vários tipos de harpa e instrumentos de sopro e percussão. As bandas militares usavam trompetes e tambores.

Palestina - O povo palestino provavelmente não criou tanta música quanto os egípcios. A Bíblia contém a letra de muitas canções e cânticos hebraicos, como os Salmos, onde são mencionados harpas, pratos e outros instrumentos. A música no templo de Salomão, em Jerusalém, no século X a.C., provavelmente incluía trompetes e canto coral no acompanhamento de instrumentos de corda.

China - Os antigos chineses acreditavam que a música possuía poderes mágicos, achavam que ela reflectia a ordem do universo. A música chinesa usava uma escala pentatómica (de cinco sons), e soava mais ou menos como as cinco teclas pretas do piano. Os músicos chineses tocavam cítara, várias espécies de flauta e instrumentos de percussão.

Índia - As tradições musicais da Índia remontam ao século XIII a.C.. O povo acreditava que a música estava directamente ligada ao processo fundamental da vida humana. Na Antiguidade, criaram música religiosa e por volta do século IV a.C. elaboraram teorias musicais. Os músicos tocavam instrumentos de sopro, cordas e percussão. A música indiana era baseada num sistema de tons e semitons; em vez de empregar notas, os compositores seguiam uma complicada série de fórmulas chamadas ragas. As ragas permitiam a escolha entre certas notas, mas exigiam a omissão de outras.

Grécia - Os gregos usavam as letras do alfabeto para representar notas musicais. Agrupavam essas notas em tetracordes (sucessão de quatro sons). Combinando esses tetracordes de várias maneiras, os gregos criaram grupos de notas chamados modos. Os modos foram os predecessores das escalas diatónicas maiores e menores. Os pensadores gregos construíram teorias musicais mais elaboradas do que qualquer outro povo da Antiguidade. Pitágoras, um grego que viveu no século VI a.C., achava que a Música e a Matemática poderiam fornecer a chave para os segredos do mundo. Acreditava que os planetas produziam diferentes tonalidades harmónicas e que o próprio universo cantava. Essa crença demonstra a importância da música no culto grego, assim como na dança e nas tragédias.

Roma
- Os romanos copiaram teorias musicais e técnicas de execução dos gregos, mas também inventaram instrumentos novos como o trompete recto, a que chamavam de tuba. Usavam frequentemente o hydraulis, o primeiro órgão de tubos; o fluxo constante de ar nos tubos era mantido por meio de pressão de água.

Idade Média

Os cânticos faziam parte do culto cristão desde os primórdios do cristianismo. Desenvolveram-se até tomar a forma de uma espécie de melodia chamada cantochão. Santo Ambrósio ajudou a elaborar uma série de regras para manter um estilo adequado ao canto de hinos sacros. A música que obedece a essas regras é chamada canto ambrosiano. Foi a primeira forma sistematizada do cantochão. Com o Papa Gregório, o Grande, os eclesiásticos criaram o canto gregoriano, que é o mais conhecido hoje em dia.


O cantochão era construído sobre uma série de modos semelhantes aos da música grega. A escala diatónica de hoje fixa as alturas de certas notas e indica as relações entre as notas; o cantochão, entretanto, nem sempre estabelecia a altura das notas; determinava apenas as relações entre elas, não tinha harmonia nem acompanhamento. A música da Antiguidade e dos primórdios da Era Medieval tem apenas uma linha melódica cantada e tocada por todos os executantes e é frequentemente chamada monofonia. No início da Idade Média, todos cantavam tanto a música sacra como a profana ou secular (não religiosa) na forma monofónica.


Depois desejaram cantar e tocar uma música mais interessante e mais complexa do que a monofónica. Reuniram duas ou mais melodias, criando um tipo de música chamada polifonia, que significa muitos sons. A polifonia apareceu na Europa mais ou menos no século IX.. O contraponto (escrita polifónica) desenvolveu-se nos 800 anos seguinte

Musica Renascentista

A Renascença, na música, data do século XIV no sul da Europa e de um pouco mais tarde no norte europeu. Os compositores desejavam escrever música secular sem se preocupar com as práticas da Igreja. Sentiam-se atraídos pelas possibilidades da escrita polifónica, na qual cada voz podia ter sua própria linha melódica. A escrita polifónica fornecia oportunidades técnicas para efeitos de grande brilho, que eram impossíveis até então. Uma forma secular de composição, o madrigal, surgiu no século XIV, na Itália. Os compositores escreviam madrigais em sua própria língua, em vez de usar o latim. Compositores flamengos escreveram obras neste estilo, embora se dedicassem quase essencialmente à composição sacra.


Na Itália, Giovanni Palestrina, criou o mais importante sistema de escrita polifónica que antecedeu a . Durante a Renascença, a música inglesa atingiu o apogeu, surgiram grandes compositores madrigalistas ingleses que musicavam a poesia da época.

Música Barroca

A música barroca substituiu o estilo renascentista após o século XVII e dominou a música europeia até cerca 1750. Era elaborada e emocional, ideal para integrar-se a enredos dramáticos. A ópera era a mais importante novidade em forma musical, seguida de perto pelo oratório. A música italiana barroca atingiu o auge com as obras de Antônio Vivaldi.
O início do século XVIII foi marcado por dois grandes compositores: Bach e . A família de Bach era composta de músicos que actuaram do século XVI ao século, 50 membros desta família Johann Sebastian foi o seu maior representante, e foi com quem a música barroca atingiu o seu ponto culminante. Haëndel desenvolveu-se na Inglaterra, compôs peças musicais de vários géneros, mas sobretudo grande número de oratórios, onde seu estilo se caracteriza pela grandiosidade.


Música Clássica


Os compositores clássicos acreditavam que a música deveria ter uma forma polida e galante, só desejavam expressar emoções de uma maneira refinada e educada. Suas obras são cheias de brilhantismo e vivacidade. Entre os compositores que dominaram a época estão: Joseph Haydn e , ambos com uma obra vastíssima. Haydn compôs mais de 100 sinfonias, enquanto Mozart compôs mais de 600 peças. Ambos desempenharam um papel importante no desenvolvimento da sonata para piano, nos quartetos de cordas e em outras formas musicais.

Romantismo

Os compositores românticos achavam o estilo de música do Classicismo artificial. Sentiam que a música poderia ser fantasiosa e emocional, com a imaginação fornecendo os meios e o sentimento expressando o estado de espírito. A força da expressão substituía o refinamento que faltava em suas obras. Muitos compositores importantes surgiram nesta época: Beethoven, que apesar de ser um mestre das formas clássicas, afastava-se delas sempre que isso lhe parecia necessário para atingir suas metas artísticas. Era fundamentalmente um classicista, mas escreveu obras de espírito romântico. Franz Schubert, um extraordinário compositor do início do romantismo. Carl Maria von Webwer, alemão que imprimiu o primeiro exemplo importante de espírito nacionalista à ópera. Mendelssohn, também alemão que obteve fama por sua música instrumental e teve o grande mérito de ter renovado o interesse pela música de Bach.


Nesta época também surgiu o polonês Frederic Chopin, que passou a maior parte de sua vida na França e é famoso por suas peças para piano.

Nacionalismo

Um dos frutos do romantismo foi que muitos compositores começaram a procurar, de diversas maneiras, expressar na música os sentimentos de seu povo. O nacionalismo musical desenvolveu-se de diversas formas em vários países; muitos compositores estudaram o folclore de seu país e aproveitaram música folclórica em suas obras.


Na França, o nacionalismo criou uma marcante e nova tradição na ópera e em obras sinfónicas dramáticas. compôs Carmen, uma das mais conhecidas e executadas óperas até hoje. Franz Liszt, húngaro de nascimento, mas que estendeu suas actividades tanto à França como à Alemanha, representa um vínculo musical entre esses dois países.


Na Alemanha, Richard Wagner dominou a forma operística com seus revolucionários dramas musicais. Johannes Brahms rejeitou a influência do teatro e procurou dar continuidade à tradição de Beethoven, preferia a música pura sem dramatizações. A valsa do estilo vienense e a ópera ligeira começaram com Johann Strauss e atingiram o auge com seu filho.


Na Itália, , Puccini e desenvolveram a ópera que atingiu o auge e seus mais belos momentos.
O mais popular compositor russo é Tchaikovsky, com sinfonias que continuam a ser as mais admiradas obras russas do género. Rachmaninoff concentrou-se principalmente em peças para o piano.

Música do Século XX

O século XX presenciou o desenvolvimento de quatro aspectos importantes na história da música:


O sempre crescente espírito nacionalista;


O aparecimento de importantes compositores norte-americanos e latino-americanos;


A ascensão de estilos internacionais na música, pela primeira vez desde o período clássico do século XVIII;


A procura de novos princípios harmónicos que substituíssem a harmonia tradicional de tónica-dominante.


O Nacionalismo tornou-se marcante na música espanhola. Os compositores soviéticos, dominados pelo governo comunista, criaram uma perspectiva oficialmente anti-romântica, conhecida como realismo socialista.Os mestres húngaros escreveram obras calcadas em canções folclóricas mas com um estilo pessoal.


Novos compositores americanos começaram a expressar ideias de vanguarda de muita importância na música do século XX. A América Latina produziu compositores muito importantes como o mexicano Carlos Chávez e o brasileiro Heitor Villa Lobos.


Estilos internacionais. No início do século XX surgiu o Impressionismo, criado na França por Claude Debussy e mais tarde com Maurice Ravel. O compositor russo Igor Stravinsky, foi um inovador por excelência, criando vários estilos musicais. Suas criações levaram-no do nacionalismo e neoclassicismo até as composições dodecafónicas. Os primeiros balés de Stravinsky, especialmente A Sagração da Primavera, foram logo aceitos como clássicos contemporâneos.


Novos princípios harmónicos: os músicos acreditavam que já haviam esgotado todos os recursos do sistema tónica-dominante e sentiam que a música precisava de uma estrutura harmónica nova. Muitas inovações foram feitas e despertaram uma reacção violenta de protesto, tanto do público como de compositores conservadores e críticos. Fizeram experiências de atonalidade e de politonalidade (duas ou mais tonalidades mesmo tempo).Na década de 60, o nacionalismo deixou de representar uma força na música erudita. O mundo musical apresentava uma situação semelhante ao século XVII, quando estilos internacionais dominavam o cenário musical e compositores das mais diversas procedências e escolas podiam compartilhar dos mesmos pontos de vista artísticos. Nos países comunistas, o realismo socialista era o estilo oficial.


Alguns compositores continuaram a criar dentro dos conceitos de harmonia diatónica ou cromática. Ampliaram os limites de sistema harmónico de tónica-dominante, sem o destruir. Embora fossem combatidos por críticos e outros compositores, que os acusavam de conservadores, conseguiam obter o aplauso de um grande público amante da música. Vários compositores ocasionalmente omitiram o intérprete em favor da música electrónica, que aumentou muito as possibilidades técnicas abertas ao compositor e à expressão musical.
Stockhausen e John Cage tornaram-se figuras importantes na criação e desenvolvimento da música aleatória ou improvisada. Ao contrário da música electrónica, a música aleatória depende principalmente do intérprete. O compositor propõe alguns elementos rítmicos, harmónicos e melódicos e o intérprete a partir daí, cria sua própria interpretação. Por este motivo, não existem duas execuções iguais da mesma composição aleatória.

fonte: http://cultura.portaldomovimento.com/breve_historia_da_musica.html



Festival de Woodstock

O Festival de Música e Artes de Woodstock foi o mais importante festival de rock and roll de sua época. Foi realizado em uma fazenda em Bethel, Nova Iorque, durante os dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969 e, embora tenha sido projetado para 50 000 pessoas, mais de 400 mil compareceram, a maioria das quais não pagaram o ingresso.

Todo o evento provocou uma grande balbúrdia, com rodovias congestionadas e Bethel sendo ocasionalmente considerada "área de calamidade pública". O Festival de Woodstock representou um marco no movimento de contracultura dos anos 60, e foi o auge da era hippie.

Woodstock também é o nome do famoso documentário produzido por Michael Wadleigh lançado em 1970, que ganhou um Oscar de "Melhor Documentário" no ano seguinte.


 

Referências:
http://pt.wikipedia.org



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