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04/04/2011 08h56 - Atualizado em 02/06/2011 16h59

Tecnologia digital e rede sociais ajudam no investimento de projetos culturais

Portais oferecem ajuda para montar um negócio online e até para obter financiamento. Tudo ao alcance do bolso de quem quer começar

Vejam entrevista com pessoal do Catarse.



Fonte Globo News


SÃO PAULO - Um ambiente com 43 milhões de usuários e potenciais consumidores, segundo dados da Ibope Nielsen. Esse é apenas um dos motivos pelos quais investir em um negócio na internet se tornou uma grande oportunidade, ainda mais para as micro e pequenas empresas, que encontram na rede uma maneira fácil e barata de acessar novos mercados.

 

 

fonte: Ligia Aguilhar, especial para O Estado

 

 

Google
 

E participar desse cenário está cada vez mais simples. Já é possível encontrar no mundo virtual ferramentas que dão todo o suporte para montagem de um negócio online. Para encerrar a série Empreendedor Conectado, o caderno Oportunidades mostra como abrir um site de compras coletivas e uma loja de comércio eletrônico sem investimento inicial e apenas alguns cliques. Se for preciso dinheiro, mostramos ainda como encontrar patrocinadores usando a internet e as redes sociais.

Tudo isso é possível por meio de sites como o Catarse, que usa o crowdfunding - modelo de financiamento colaborativo - para apoiar projetos individuais; ou de empresas, como o Be Club, que permite a criação de um site de compras coletivas com a mesma simplicidade com que se cadastra um perfil no Facebook; e como o Ninui, que incentiva pequenos empreendedores e artesãos a criar uma loja virtual.

Abaixo, veja como funciona cada uma dessas ferramentas e como elas podem ajudar sua empresa a ganhar dinheiro real no mundo virtual. E veja ao lado as outras duas reportagens da série especial.

Catarse (www.catarse.me)

O site estimula o financiamento colaborativo de novos projetos de pessoas ou empresas. Funciona assim: o autor descreve a sua ideia no site e o valor que necessita ser arrecadado em até 90 dias para financiar a empreitada. Qualquer pessoa pode doar o valor que desejar e, em troca, recebe uma recompensa determinada pelo autor. Se o total solicitado para o projeto ou mais for arrecadado, o autor recebe o dinheiro e paga 5% do valor para o site. Caso contrário, os usuários do endereço recebem o dinheiro de volta e o autor da ideia não paga nada. O site aceita apenas projetos específicos. Exemplo: uma empresa não pode solicitar ajuda para formar capital de giro, mas pode recorrer ao site para obter verba para lançar um novo produto. Inspirado no bem-sucedido site americano Kickstarter, o Catarse foi criado por dois estudantes de administração de empresas, Diego Reeberg, de 23 anos, e Luís Ribeiro, 20 (foto). Em um mês, o site arrecadou R$ 14,5 mil para nove projetos. "O sistema é interessante para empreendedores, porque pode testar a aceitação da sua ideia no mercado e ainda conquistar fãs do produto, antes de ele ser lançado no mercado", diz Luís. Até o fim do ano, os sócios pretendem apoiar 600 projetos.

Be Club (www.beclub.com.br)

Uma plataforma para reunir os clubes de venda coletiva. É essa ideia do Be Club, site lançado no início do mês e que pretende ajudar pequenos empreendedores a criar seu próprio site de compras coletiva de forma gratuita.

O sistema de cadastro é tão simples quanto o de uma rede social, basta ter CNPJ para criar um clube. O empreendedor fica responsável por negociar as ofertas e torná-las disponíveis no site, enquanto o Be Club oferece todo o sistema para a comercialização das promoções e pagamento. Em troca, cobra uma comissão que varia de 10% a 15% sobre as vendas.

O objetivo do site é reunir um grande número de ofertas direcionadas a segmentos específicos, além de oferecer produtos e serviços de estabelecimentos menores e permitir a criação de clubes em cidades não contempladas pelos grandes sites de compra coletiva. "Os sites maiores têm um inventário limitado para oferecer e exigem descontos e volumes que são agressivos demais", diz Luiz Pavão (foto), diretor geral do site.

Em uma semana de funcionamento, o Be Club já tem 500 clubes cadastrados. Até o fim do ano a meta é chegar a 800, cada um oferecendo, ao menos, dez ofertas por mês

Ninui (www.ninui.com)

Lançado na Campus Party em 2009, o site oferece gratuitamente ferramentas e aplicativos para que o usuário possa criar uma loja virtual na internet. Em alguns cliques, é possível cadastrar a loja, criar o layout, o logotipo, cadastrar produtos, fotos, vídeos, definir preços e formas de pagamento. Antes de a loja entrar no ar, o site verifica os dados da empresa e se há irregularidades com os produtos.

Atualmente, existem mais de 2 mil lojas cadastradas no site, cujo diferencial é não cobrar nenhum tipo de taxa ou comissão sobre o que é vendido. O lucro fica totalmente para o empreendedor. "Nós construímos a plataforma para apoiar o empreendedorismo e auxiliar na formalização e capacitação de pequenos negócios", diz Roberto Andrade, de 49 anos, criador do site em parceria com Karina Rehavia, de 31 (foto).

A Ninui oferece apoio para os participantes do site por meio de um blog e conta ainda com uma unidade física em Paraty, no Rio de Janeiro, onde os lojistas virtuais também podem comercializar seus itens.

São mais de 200 categorias de produtos e uma média mensal de 70 mil visitas. Os itens mais populares são os de artesanato, produtos naturais e os voltados para colecionadores.



Paixão e luta

Os jovens estudantes Pedro Axelrud, de 20 anos, e Daniel Weinmann, de 28, de Porto Alegre, são exemplos de batalhadores em busca de recursos. “Estamos interessados em conversar com investidores com visão similar à nossa, que queiram nos ajudar a acelerar o crescimento dos nossos produtos”. Com três sócios, eles fundaram a Softa, uma empresa de soluções para internet.

Uma das ideias deles – já no ar - é a Catarse, que criaram em parceria com os estudantes de São Paulo Diego Reeberg, de 23 anos, e o Luis Otávio Ribeiro, de 22. “É um site de ‘crowdfunding´ [investimento colaborativo]. É um ambiente em que umas pessoas colocam suas ideias, e os interessados em ajudar fazem suas doações. Em troca, recebem recompensa”, diz Axelrud. Outro produto dos rapazes é o Mailee.me, uma ferramenta que permite que empresas customizem o e-mail marketing por meio de forma simples.

Para seguir na batalha, é preciso persistência, diz Axelrud. Para jovens que ainda estão começando, ele sugere paixão e trabalho. “Estudem bastante, saibam realmente aonde vocês estão pisando e sejam sérios. Façam aquilo que mais gostam no mundo. Quando realmente acreditarem nas suas ideias, não desistam e saibam que os obstáculos serão muitos.”

fonte: IG

A legislação que atualmente regula os direitos autorais no Brasil é a
lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.
Audiovisual para fins pedagógicos, científicos, tem uma
redução da proteção do titular de direito em favor da sociedade que é usuária.
 


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