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10/05/2011 08h56 - Atualizado em 12/05/2011 06h40


Façam suas apostas, em sua 7ª edição, feira é inaugurada hoje reunindo estandes de 89 galerias

Feira SP-Arte inaugura novo espaço dedicado a obras de grande porte, onde galerias expõem seus projetos especiais

 

Nina Gazire

SP-Arte 2011/ Pavilhão da Bienal, SP/ de 12 a 15/5


 

- A SP-Arte 2011 - Feira Internacional de Arte de São Paulo, que é inaugurada hoje  para o público, vai ocupando cada vez mais o prédio da Bienal. Em sua 7.ª edição, o evento, que tem 89 galerias participantes (delas, 14 estrangeiras), se estende pelo térreo, primeiro piso e até pelo segundo andar do Pavilhão Ciccillo Matarazzo no Ibirapuera, apresentando mais de 2.500 obras de arte moderna e contemporânea. "Mas não tenho interesse em transformar a feira em feirão", diz a advogada e colecionadora Fernanda Feitosa, diretora e criadora do evento, que ocorre desde 2005 no mesmo local. "Chegar, num futuro, a até 120 galerias é um número humano", completa.


Não é novidade que o mercado de arte brasileiro continua indo bem. No ano passado, a SP-Arte teve aumento de 15% de vendas em relação à edição anterior - foram cerca de R$ 32 milhões de comércio direto de obras artísticas. "E pode ser que tenha acréscimo este ano", diz a diretora da SP-Arte.

 

fonte: IstoÉ Independente
 


 

 

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CIRCULAÇÃO
A SP-Arte pode receber 18 mil visitantes nesta edição

Com o crescimento do mercado de arte, estima-se que as vendas e cifras da sétima edição da SP-Arte, a maior feira de arte da América Latina, também tenham aumento significativo. Em 2010, o recorde ficou com uma tela de Cândido Portinari, que não teve o título e o valor exato da venda revelados, mas especula-se que tenha ultrapassado os R$ 3 milhões. Embora a grande maioria das duas mil obras que estarão à venda este ano sejam contemporâneas, as maiores cifras das grandes feiras ainda são mesmo relativas à produção artística de meados do século XX. “As obras modernistas atingem valores mais altos por sua importância histórica.

É provável que esse padrão se repita, já que teremos artistas muito procurados, como Alfredo Volpi, Antônio Bandeira, o chileno Roberto Matta e o uruguaio Joaquín Torres García”, diz Fernanda Feitosa, diretora da SP-Arte. A expectativa também é alta em relação à arte contemporânea, alvo das novas gerações de colecionadores. Os brasileiros Waltercio Caldas, Antonio Dias e Cildo Meireles, bem cotados no mercado internacional, são citados por Fernanda como possíveis destaques.


PROMESSAS
“Coro de Lata”, de Marepe (acima), e “Meu Tatu”, de Arthur Piza (abaixo),
são obras presentes no espaço Projetos Especiais



Apostas feitas, o suspense em torno das vendas permanece. “O sucesso de um artista nunca é uma certeza”, pondera a galerista Luisa Strina, representante do baiano Marepe e do colombiano Gabriel Sierra. “Nunca sei qual será o resultado. Já levei para feiras internacionais artistas que estavam na Bienal de Veneza e nem por isso eles venderam bem”, comenta. Já a galerista Raquel Arnaud vincula o bom resultado à evidência. “Para a SP-Arte, levo todos os meus artistas, todos muito bons, mas hoje existe uma procura maior por Waltercio, Iole de Freitas e Carmela Gross, por terem exposto recentemente”, explica.


DIVERSIDADE
Obra do lituânio Zilvinas Kempinas feita com fita magnética

A presença de nomes internacionais também é uma tendência. A Galeria Leme traz o lituânio Zilvinas Kempinas, destaque da última Bienal de Veneza. Sua instalação “Lemniscate” estará exposta no 2º andar do Pavilhão da Bienal, novo espaço destinado a projetos especiais. O intuito é atrair instituições, museus e coleções corporativas interessadas em adquirir instalações artísticas, peças escultóricas e videoinstalações. Marepe, Gabriel Sierra e Marcelo Cidade são alguns dos artistas que desenvolveram trabalhos para essa sessão, obras que chegam a custar R$ 60 mil. “No ano passado vendemos para três grandes museus brasileiros e esperamos voltar a vender este ano para outras instituições”, comenta Eduardo Brandão, da Galeria Vermelho, que representa o artista Marcelo Cidade.



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