História da Ópera
As origens da Ópera

A ópera tem as suas origens em Itália (Florença) no Renascimento, no final do século XVI. Artistas e escritores começaram a declamar as passagens mais poéticas das obras clássicas, acompanhando os diálogos com alguns acordes musicais. A música começou a ter um papel tão importante como as palavras e as ações.

Século XVII:
- As obras Dafne e Euridice de Jacopo Peri e Ottavio Rinuccini (1600) são consideradas como os primeiros trabalhos realizados sob esta forma.
- A obra Orfeu de Monteverdi (1607) foi um marco muito importante para o futuro da ópera pela profundidade de sentimentos demonstrada pelos seus personagens e pela inclusão de coros, bailes e orquestra.


NESSUN DORMA - PAVAROTTI






ÓPERA

PAUL POTTS TRADUZIDO


MARIA CALLAS

 

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História da Ópera
As origens da Ópera

A ópera tem as suas origens em Itália (Florença) no Renascimento, no final do século XVI. Artistas e escritores começaram a declamar as passagens mais poéticas das obras clássicas, acompanhando os diálogos com alguns acordes musicais. A música começou a ter um papel tão importante como as palavras e as acções.

Século XVII:
- As obras Dafne e Euridice de Jacopo Peri e Ottavio Rinuccini (1600) são consideradas como os primeiros trabalhos realizados sob esta forma.
- A obra Orfeu de Monteverdi (1607) foi um marco muito importante para o futuro da ópera pela profundidade de sentimentos demonstrada pelos seus personagens e pela inclusão de coros, bailes e orquestra.
- Construção, em Viena, do primeiro teatro para esta nova forma de entretenimento (1637).
- Na obra L'incoronazione di Poppea de Monteverdi (1642), o compositor escreveu uma ópera sobre uma história romana, na qual se destaca a profundidade do tratamento dos personagens. Os seus seguidores (Pier Cavalli e Marco António Cesti) desenvolveram um tipo de canção lírica e fluída, conhecida como bel canto. As árias bel canto destronaram os recitativos dramáticos em popularidade.
- Em 1650, o termo ópera é adoptado para descrever este tipo de música. A ária assume um papel muito importante, o que acontece também com os cenários.

Século XVIII:
- Na primeira metade do século XVIII, o cantor tornou-se na figura mais importante da ópera. Os cantores principais (castrati) eram muito bem pagos e aclamados por toda a Europa. Os coros não eram muito utilizados e a orquestra um mero acompanhamento para que os cantores demonstrassem as suas agilidades vocais. Destacam-se os seguintes compositores: George Frideric Handel, grande figura da história da ópera que escreveu a maior parte das suas obras para cantores específicos e Jean Philipe Rameau que se destacou pela a criatividade e imaginação da sua música.

- A segunda metade do século XVIII, colocou a ópera de novo no caminho certo Em 1762, Gluck compôs Orfeu e Euridice, usando o mesmo tema de Monteverdi. Fê-lo de uma forma contínua, como uma obra teatral. A história era tão importante como os talentos do cantor. Introduziu-se a Abertura no princípio da obra para ambientar a audiência. A música devia ser um complemento para as personagens e para a história e a ópera uma unidade orgânica, ideia defendida por Mozart, Weber, Berlioz, Wagner e Richard Strauss. Mozart deu uma nova direcção à ópera pela sua espontaneidade nomeadamente com as obras Las Bodas de Fígaro, El Rapto del Serallo, La Flauta Mágica e Cosi fan tutte. Neste momento da história, a ópera dividiu-se em duas vertentes: a italiana e a alemã. A ópera francesa encontrou o seu lugar entre as duas.

Século XIX:
- O escola italiana: o cantor tornou-se novamente na figura principal da ópera. Compositores com Rossini, Bellini e Donizetti, desenvolveram em grande medida o estilo Bel canto, no qual se utilizavam as histórias românticas de Scott, Byron e Goeth. A música era tão dramática como a história. A vasta carreira de Verdi uniu o mundo da ópera italiana e alemã, traduzida em grandes obras como Aida, Otello, Traviata e Falstaff. O sucessor de Verdi foi o compositor Puccini que pertencia à escola realista. As suas obras mais famosas são: La Boheme, Madam Buttefly, Tosca e Turandot.

- A escola alemã: escola de grandes compositores. Beethoven escreveu a ópera Fidelio, considerada uma das grandes obras primas desta corrente, um hino à humanidade, ao amor e à liberdade política. Wagner foi uma das figuras mais marcantes da escola alemã. Expandiu a orquestra, alargou a duração da ópera, entre outros. Entre as óperas mais conhecidas de Wagner, salienta-se El Anillo, um ciclo de quatros óperas.

- A escola russa: Esta escola era conhecida como a escola nacionalista e folclórica. Compositores importantes da ópera russa: Mikhail Glinka, Aleksandr Borodin, Nicolai Rimsky-Korsakov e Peter Illych Tchaikovsky.

Século XX:
- Neste século a ópera não sofre grandes alterações. Explorou-se a psicologia, o surrealismo o neoclassicismo. Os compositores mais importantes desta época são os seguintes: Alban Berg, Benjamin Britten, Claude Debussy, George Gershwin, Richard Strauss, Philip Glass, Michael Tippett, Hans Werner Henze, Francis Poulenc e Igor Stravinsky.

O que é uma ópera?
A ópera é um drama posto em música para ser cantado com acompanhamento instrumental para cantores geralmente enquadrados numa encenação. Os números podem ser separados por recitativo (género de canto de grande liberdade rítmica) ou diálogo falado. È uma forma de arte única. Das mais atractivas e completas pois resulta da combinação do teatro, da música e da arte.

Algumas classificações segundo o conteúdo e a música

Opereta - Pequena ópera na qual se inclui o diálogo falado em vez de recitativos. O termo tornou-se sinónimo de ópera ligeira.

Ópera Buffa - Ópera cómica, o oposto a ópera séria. Personagens cómicos retirados da vida de todos os dias. Histórias complicadas que envolvem disfarces, falsas identidades, intrigas e finais inesperados. Exemplos: Cosi fan tutte de Mozart, Barbero de Sevilha de Rossini e La hija del Regimento de Donizetti.

Opéra Comique - Ópera cómica (que não corresponde ao equivalente francês de ópera buffa) e que tem diálogo falado, embora o assunto deva ser leve. Exemplos: Carmen de Bizet, Fidelio de Beethoven e Fausto de Gounod.

Ópera Séria - Ópera formal e complexa, contrário de ópera buffa. Nos séculos XVI e XVIII, foi o género principal em que os assuntos mitológicos eram a norma. Deve conter pelo menos 3 actos, emoções fortes, tragédias e morte. Exemplos: Otello e Traviata de Verdi, Turandot e Madam Butterfly de Puccini, Anna Bolena de Donizetti, Idomeneo de Mozart.

Grand Opéra - Ópera que envolve grandes emoções, um grande espectáculo e grandes temas. Ópera épica ou histórica em 4 ou 5 actos, usando um coro e incluindo um ballet e que não têm diálogo falado. Exemplos: Suor Angelica de Puccini, Cavaleria Rusticana de Mascagni.

O Compositor - G. Donizetti

Compositor italiano (1797 - 1848), foi durante quase uma década o maior compositor da ópera italiana, depois da morte prematura de Bellini em 1835. Nasceu e estudou em Bérgamo e concentrou a maior parte do seu trabalho no género ópera. No entanto escreveu também música religiosa, 12 quartetos de cordas e algumas obras para orquestra. Produziu a sua primeira ópera Enrico di Borgonha em 1818, em Veneza, e, em 1822, obteve um enorme sucesso em Roma com a ópera Zraide de Granata. Os seus primeiros trabalhos foram muito influenciados por Rossini mas Donizetti desenvolveu, mais tarde, o seu próprio estilo: agradável e melódico, muitas vezes sentimental. Entre 1818 e 1829, Donizzeti escreveu quase 30 óperas, incluindo L'ajo nellimbarzzo (1824), Emilia di Liverpool (1824), Gabriela di Vergyi (1826), Le convenienze e inconvenienze teatrali (1827), L'esule di Roma (1828) e Elisabetta ao castello de Keenilworth (1829). Mas foi em 1830 que Dionizetti confirmou o seu enorme talento com o sucesso internacional de Anna Bolena que também marcou uma viragem na sua carreira como compositor. Nos anos seguintes, escreveu outra das suas grandes obras primas L'elisir d'amor, seguindo-se Lucrezia Borgia (1833), Rosamonda d'Inghilaterra e Maria Stuarda (em 1834). Em 1835, no auge da sua fama, escreveu outra das suas grandes obras Lucia di Lammermoor, ao mesmo tempo que começou a compor para as grandes salas em Paris, entre outras, as óperas La fille du Régiment, La favorite e o seu último grande sucesso, em 1843, Don Pasquale. Em 1837, Donizetti tornou-se director do Conservatório de Nápoles e em 1844 ficou paralisado e abalado psicologicamente em consequência de uma sífilis. Morreu a 8 de Abril de 1848.

 

 

A ópera - L'Elisir D'Amore  (O Elexir do amor)
O primeiro grande êxito de Caetano Donizetti (1797-1848) na ópera bufa (ópera cómica) foi precisamente L'Elisir d' Amore. Desde o primeiro momento, que as melodias simples e folclóricas e o ambiente rural italiano cativaram as simpatias do público. A ópera estreou-se em 12 de Maio de 1832, em Milão, no Teatro de la Canobbiana. É de salientar que a partitura inclui uma das áreas mais conhecidas do mundo da ópera, "Una furtiva lacrima".

Um outro olhar

A ópera de Donizetti narra uma história de amor que tem como pano de fundo a farsa social: apaixonado por uma jovem rica, um rapaz pobre bebe um elixir que lhe dará as graças da sua amada. Na mesma altura, e inesperadamente, o jovem recebe uma herança e torna-se o centro das atenções de todas as raparigas da aldeia. Ao encenar os elementos clássicos da comedia a acção revela-se simples, eficaz, muito divertida e dá lugar (graças ao génio de Donizetti) a verdadeiros momentos de êxtase musical.

Perguntei-me qual a aldeia que poderia ser na actualidade o palco desta situação. Pois, longe de uma qualquer reconstituição histórica, os temas da ópera (a credulidade, a manipulação das massas, a cultura de lobby, etc.…) ficam a ganhar ao serem reactualizados. Também me pareceu interessante situar a acção na China Rural do "pós Mao": tomando, por exemplo, a crença, ela é alimentada, da mesma forma que o era nas nossas aldeias nos últimos séculos por influência da monarquia e da Igreja. No entanto o poder sonha com outras cores apesar do prato ser o mesmo e só variar o molho e também aí utiliza todos os meios: Deus é um senhor velho e careca (Camarada T'se Toung), cuja esfinge cobre dezenas de metros quadrados das praças, e o charlatão, dantes vendedor ambulante, aparece agora arvorado em representante duma firma americana (o senhor Bill Coca-Cola).

É próprio da comédia fazer-nos passar momentos agradáveis, onde temos uma ligeira pena de uns e nos divertimos com as aventuras de outros….mas também proporcionar momentos de reflexão. Ela penetra onde menos esperamos e surge no momento mais oportuno, quando convém levar o público a perguntar-se o que é que vai ser do nosso pobre mundo…..

Stefano Giuliani

Personagens:

Adina: rica e caprichosa latifundiária - SOPRANO
Nemorino: cultivador, jovem simples, apaixonado pela Adina - TENOR
Belcore: sargento de regimento na vila - BAIXO
Il Dottor Dulcamara - médico ambulante - BAIXO CÓMICO
Gianetta: aldeã - SOPRANO 

Pesquisa:
Elaine Hadad

Referências:
http://pt.wikipedia.org
http://opera.oninet.pt/historia_opera.html

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Luciano Pavarotti e Placido Domingo

 

 

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